terça-feira, 16 de setembro de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sábado, 10 de novembro de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O paradoxo do nosso tempo é que temos edifícios mais altos e temos preconceitos mais reduzidos,
estradas mais largas e pontos de vista mais estreitos,
gastamos mais, mas temos menos,
compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias mais pequenas,
mais conforto e menos tempo.
Temos mais graduações académicas, mas menos sentimentos comuns,
maior conhecimento mas menor capacidade de julgamento,
mais peritos mas mais problemas.
melhor medicina mas menor bem-estar.
Bebemos demasiado, fumamos demasiado,
rimo-nos muito pouco,
move-mo-nos muito rapidamente,
nos irritamos demasiado,
mante-mo-nos muito tempo acordados,
lemos muito pouco,
vemos demasiada televisão e reflectimos muito pouco.
Multiplicamos o nosso património, mas reduzimos os nossos valores.
Falamos demasiado, amamos demasiadamente pouco e odiamos muito frequentemente.
Aprendemos a ganhar a vida, mas não a vive-la.
Adicionamos anos as nossas vidas, não vida aos nossos anos.
Conseguimos ir a lua e voltar, mas temos dificuldade em cruzar a rua para conhecer um novo vizinho ou para nos lembrar-mos sequer dos que já temos...
Conquistámos o espaço exterior, mas não o interior.
Temos feito grandes coisas, mas nem por isso melhores.
Limpamos o ar mas contaminamos a alma.
Conquistámos o átomo, mas não os nossos preconceitos.
Escrevemos mais mais mas aprendemos menos.
Planeamos mais, mas desfrutamos menos.
Aprendemos a apressar-mo-nos mas não a esperar.
Acedemos a difundimos informação globalizada, mas comunicamos de facto, cada vez menos.
Tempo das comidas rápidas e das digestões lentas,
de homens de grande estatura e de pequeno carácter,
de enormes ganhos económicos e relações humanas superficiais.
Hoje em dia, há casa mais luxuosas, mas lares desfeitos.
Tempos de viagens rápidas,
fraldas descartáveis,
moral descartavel,
encontros de uma noite,
corpos obesos,
e pílulas que fazem tudo, desde alegrar e acalmar, ate matar.
Tempos em que há muito na montra mas pouco no armazém.
Tempos em que a tecnologia pode fazer-te chegar estas palavras,
Lembra-te de passar algum tempo com os teus entes queridos,porque eles não estarão aqui para sempre,
lembra-te de ser amável com quem agora te admira, porque essa pessoa crescerá muito rápido e ira viver a sua vida...
Lembra-te de abraçar quem esta perto de ti, porque esse é o único tesouro que podes dar com o coração sem gastar um centavo.
Lembra-te de dizer "amo-te" ao teu companheiro e a quem te é querido, mas di-lo sobretudo com sinceridade.
Um beijo e um abraço podem curar uma ferida QUANDO SE DÃO COM TODA A ALMA.
DEDICA TEMPO PARA AMAR E CONVERSAR....
E nunca esqueças:
" A VIDA NÃO SE MEDE PELO NUMERO DE VEZES QUE RESPIRAMOS, MAS PELOS EXTRAORDINÁRIOS MOMENTOS QUE PASSAMOS JUNTOS."
George Carlin
(Comediante)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
A todas as Mães...
"Palavras para a Minha Mãe
mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes. "
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Obrigado João por este poema lindissimo
O brilho do teu olhar.
É uma lança que me atinge
que me encosta na parede
que sufoca, que aflige...
que me prende numa rede.
É uma hipnose que eu quero
que me faz sorrir e chorar
sair do nada, do zero...
Porque é tempo de sonhar.
Acorrento de passagem
O meu corpo, o meu coração
E embarco numa viagem
Num momento de paixão.
É um desejo por pedir
É um convite por aceitar
É um arco-íris a sorrir
O brilho do teu olhar!
J.silva-29-04-11
segunda-feira, 25 de abril de 2011
MÃE
Sabes, não existem palavras para descrever a tua ausencia...
Hoje... estariamos todos juntos... a almoçar exactamente na sala onde o pai te fotografou...
Ontem... terias feito a bonita idade de 79 anos...
Agora...
Apenas a saudade fica... e permanece...
Adoro-te Mãezinha.... fazes-me Falta!
Beijo
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
" Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.) "
Álvaro de Campos
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A meu Favor
" A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça. "
Alexandre O'Neill