sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade...Sempre

35 Anos após...

E depois do adeus...

A proposito de Liberdade...




Eles não sabem que o sonho

É uma constante da vida

Tão concreta e definida

Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta

Em que me sento e descanso

Como este ribeiro manso

Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos

Que em verde e oiro se agitam

Como estas aves que gritam

Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho

É vinho,

é espuma,

é fermento

Bichinho alacre e sedento

De focinho pontiagudo

Em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho

É tela,

é cor,

é pincel

Base,

fuste

ou capitel

Arco em ogiva,

vitral,

Pináculo de catedral,

Contraponto,

sinfonia,

Máscara grega,

magia,

Que é retorta de alquimista
Mapa do mundo distante

Rosa dos ventos,

infante

Caravela quinhentista

Que é cabo da boa-esperança
Ouro,

canela,

marfim

Florete de espadachim

Bastidor,

passo de dança

Columbina e arlequim
Passarola voadora

Pára-raios,

locomotiva

Barco de proa festiva

Alto-forno,

geradora
Cisão do átomo,

radar

Ultra-som,

televisão

Desembarque em foguetão

Na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham

Que o sonho comanda a vida

E que sempre que o homem sonha

O mundo pula e avança

Como bola colorida

Entre as mãos duma criança


Antonio Gedeão

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Um Beijo eterno, a ti minha MÃE...


N: 24 de Abril de 1932 F: 29 de Dezembro de 2005


Hoje completarias a bonita idade de 77 anos...

A uma mãe sempre presente... que deixou uma saudade enorme...

A tua memória,
O teu exemplo de mulher,
De Esposa, De Mãe...
o teu amor ao proximo,
A tua coragem,
A tua inteligência,
A tua perspicacia,
a tua bondade
a tua meiguice,
a tua ternura,
As tuas mãos...Mãe
o teu rosto...
Os teus olhos grandes,
doces,
meigos e quentes...
As tuas lagrimas,
A tua voz...
O teu sorriso...
TU!!!

A Minha MÃE

MÃE


quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Minha Mãe... e Eu


Primavera de 1967

Poema à Mãe


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!
Tudo porque já não sou o retrato adormecido no fundo dos teus olhos!
Tudo
porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes,
as palavras que te digo são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração no retrato da moldura!
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -,

às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz: "Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal..."
Mas - tu sabes! -
a noite é enorme e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.

Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite.
Eu vou com as aves!



Eugénio de Andrade



Dia Mundial do Livro


Um livro... um tesouro!
"Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão”, é manter viva a chama que nos alenta o coração e nos aquece a alma, é dar continuidade à demanda de emoções que o livro transmite e o Homem sente.
Esta data é simbólica, sem dúvida, pois os livros, tal como as emoções, devem fazer parte da vida de qualquer Ser humano todos os dias, em qualquer momento.
As palavras, as páginas, os livros, são termos secos mas contêm em si, cada um, mensagens e sentimentos tão fortes e vivos como a mais pura das crianças.
Cada livro é um profeta que nos dita visões, que nos narra histórias e nos ensina.
Um livro vive, com a sua alma passiva, e acompanha o leitor como um amigo, seguindo-o e completando-o.
Por isso mesmo o Homem ama-o, desde que o conheça profundamente, e reconhece o seu valor.
Por todo o mundo, hoje, se demonstra um pouco desse reconhecimento, quase que em forma de agradecimento, de adoração.
Portugal não é excepção, e são muitas as instituições que assinalam este dia, seja com a realização duma Feira do Livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou com o simples, mas sincero, assinalar deste dia.
O livro é o meu passaporte para um mundo só meu, longe deste real e apático universo. Agradeço-lhe por existir e espero que possam ser muitos os que pela minha vida venham a passar.
Porque ler é viver, e porque a minha vida só tem sentido com a leitura.
Seja de que forma for, não se esqueçam de assinalar este dia. O livro agradece...

Beirute: Capital mundial do Livro 2009

Todos os anos, a UNESCO nomeia uma Capital Mundial do
Livro, este ano, a escolha recaiu em Beirute, a capital é também a maior cidade do Líbano.




A Cidade libanesa é escolhida pela Unesco como reconhecimento pelos esforços de promoção do livro e leitura no país

O director geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, anunciou a nomeação de Beirute como a "Capital Mundial do Livro para 2009", reconhecendo o empenhamento da cidade no incentivo à leitura. A capital libanesa foi escolhida particularmente "pela sua implicação em matéria de diversidade cultural, de diálogo e de tolerância, e também pela variedade e carácter dinâmico", afirmou a Unesco em comunicado. Matsuura disse estar feliz por ver Beiture, "confrontada com desafios imensos em matéria de paz e coexistência pacífica ser reconhecida pelo empenhamento a favor de um diálogo mais do que nunca necessário na região, no qual o livro pode contribuir activamente".





quarta-feira, 22 de abril de 2009

In Gratia Plena...




Aqui,

deposta enfim a minha imagem,

Tudo o que é jogo

e

tudo o que é passagem,

No interior das coisas

canto nua.
Aqui,

livre sou eu - eco da lua

E dos jardins,

os gestos recebidos

E o tumulto dos gestos pressentidos,

Aqui sou eu

em tudo quanto amei
Não

por aquilo que só atravessei

Não

p'lo meu rumor que só perdi

Não

p'los incertos actos que vivi,
Mas

por tudo de quanto ressoei

E em cujo amor

de amor me eternizei


Sophia de Mello Breyner Andersen

O meu PAI e... eu

Jardim dos Franceses - 1970

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ao meu pai... pelo dia de hoje...


N: 20 de Abril de 1938 F: 27 de Janeiro de 2007


Farias hoje precisamente 71 anos...
um beijo da tua filha que nunca te esquece!


domingo, 19 de abril de 2009





Na vida; todos temos...


Um segredo inconfessável...


um arrependimento irreversivel...


um sonho inalcançavel...


e um amor inesquecivel...




Diego Marchi

sábado, 18 de abril de 2009

Odeio quem me rouba o silêncio, sem em troca me oferecer verdadeira companhia...





Digo-te que há tanto espero por este momento,

Quantas horas sonho em ter-te um dia

Busquei-te nos lugares mais longínquos

Naveguei tempestades em calmaria

Saciando minha sede a esperança

De que um dia chegarias

Digo-te sem receio

Que o desejo que te invade,

É o mesmo que me invade sem medo,

Nas curvas do meu corpo

Encontro tuas mãos macias,

Nos lábios sinto teu beijo alucinado

Na íris dos teus olhos encontro harmonia,

Todos os medos se foram em desespero

Por mirarem a chama do amor que

Nos radia.

Minhas mãos procuram-te

Aconchego-te em meu peito

Tocas-me suave sinfonia,

Nossas almas arfam sem receio

Pelo desejo de não ser somente um dia

Digo-te que esta hora é mais

Que uma hora

Por o nosso amor não ser uma mera ventania.





sexta-feira, 17 de abril de 2009

A vida inspira, o amor engrandece, a dor nos ensina e a paixão enlouquece...



Eu me dedico,
mas não abdico...
Ajoelho-me, mas não rastejo...
Te entrego meu corpo,
minha alma,
meu tudo,
todo meu melhor: Meu amor,
paixão e devoção...
Tudo que puder...
Como gueixa,
como Deusa,

como Mulher...