sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

DEFICIÊNCIAS por Mário Quintana






 " 'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquela que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:



' A amizade é um amor que nunca morre. "


Mário Quintana


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Subtil...mente







Subtilmente,
a lágrima correu-lhe pelo rosto e deixou um rasto de luz,
salgada...
correu...
deslizou,
ora rápida ora vagarosa,
mas deslizou até ao infinito...



Até à imortalidade...
lá só lá,
onde a noite é uma constante.
Onde a lua adormece e o sol acorda!



terça-feira, 1 de dezembro de 2009







" Um amigo é a resposta aos teus desejos.
Mas não o procures para matar o tempo!
Procura-o sempre para as horas vivas.
Porque ele deve preencher a tua necessidade,
mas não o teu vazio. "

 

Khalil Gibran
1883
 (Ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa)
 









quinta-feira, 26 de novembro de 2009








"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos,

mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força

jamais o resgata."


 Drummond de Andrade











 " Hoje

Não estou de bem pra ninguém

Marquei encontro com o silêncio

A tristeza veio também

Trouxe a saudade

E a esperança ainda vem...

Sentei-me ao lado do silêncio

Em frente da tristeza

A saudade ficou de lado

A esperança vem de certeza

O silêncio ficou mudo

A tristeza também

A saudade comeu tudo

A esperança já não vem

Hoje

Não estou... pra ninguém "


Excerto de poema de Maria de Lurdes Dias





terça-feira, 24 de novembro de 2009

Porque escondes a noite no teu ventre?







" Porque escondes a noite no teu ventre?
Nesse pais de sombra onde se calam as palavras.
Aí no escuro lago onde estremece a flor da amendoeira



Eu desvendo a tua dor, o teu misterio
de caminhares assim calada e triste,
quando viajo em ti com as minhas mãos nuas e o coração louco
no mais fundo de ti, onde so tu existes.



Oh, eu percorro as tuas coxas devagar
dobrando-as lentamente contra o peito
e penetro em delirio a tua noite
esporeando éguas no teu sangue. "


Joaquim Pessoa

domingo, 22 de novembro de 2009

Esse sabor





" Diz-me de onde vens,
Escreve que eu não vejo...
Fica tarde...
Guarda-me um lugar
Nesse espaço teu,
Que uma vez provei e gostei...

Sento-me aqui,
Diz-me que me encontras...
Prendo-me aqui,
Em tons de negro,
Em tons do teu olhar,
Que uma vez provei e gostei...

E hoje o fio que nos une,
É mais que corrente,
É mais que navalha
Ferida e mastigada,
É mais do que um cordel...
É vendido, mais que isso, não te prende...

Foi-se a sobra de sentido que uma vez provei e gostei... "

Pedro Khima








Esta noite sete luas

sete luas cheias rolaram juntas nos céus.


Dançaram nuas sem pudor nem véus.


Vieram as estrelas,  as fadas e os anjos


deram-se as mãos e fizeram roda


à roda da lua sete vezes branca.


Vem meu amor, vem escutar o seu canto...


sexta-feira, 20 de novembro de 2009






" Somos feitos de carne,

mas temos de viver como se fossemos de ferro. "




Sigmund Freud

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Torekov Blues (Sweden)





Um presente para ti... Filho :)
Beijo

segunda-feira, 16 de novembro de 2009






"Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,

 a qualquer momento, ele pode voar."




Rubem Alves
 

Quando os filhos voam...








" Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas.
O desmame,
os primeiros passos,
o primeiro dia na escola,
a primeira dormida fora de casa,
 a primeira viagem...


Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.

Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma. É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.

É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.

Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados.

Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino.

Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança.

Embarquei minha filha de 16 anos para um intercâmbio de 6 meses. Nesse ritual de passagem que me obriga a encarar o que preciso, agradeço essa incrível menina-mulher que com coragem tanto tem me ensinado. Dia-a-dia, com dor e amor, alegria e nostalgia, eu tenho aprendido sobre as asas e raízes que se revelam nos relacionamentos entre pais e filhos.

Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.

Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase.

Aprendo que tudo passa, menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno. Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver minha filha crescida, se assusta por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível.

Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar. E não há estrada mais bela do que essa."



Deborah Dubner, em quando os filhos voam...

domingo, 15 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Faraway Voice





ErA uMa VeZ...





Eram 00.45 minutos do dia 12 de Novembro de 1966 Apenas tês quartos de hora após a meia noite... do dia de S. Martinho. Comiam-se castanhas e batatas doces e a agua-pé molhava as gargantas mais secas...

Porém na Rua josé Augusto Pimenta, uma Mãe dava ao mundo uma criança... e assim nasci EU!!!




 A 25 de Dezembro de 1966 decidiram baptizar-me...


A minha Madrinha e ...
Eu muita atenta a voz do padre... palavras sabias... talvez...





Dezembro de 1966

Ao colo da minha avó paterna.
O meu avô paterno e dois dos meus quatro primos,  com quem cresci na Rua Marquês de Pombal.
A menina da foto e eu, as unicas herdeiras de um patrimonio genetico pela linha paterna... caracteristica apenas nas duas raparigas mais velhas desta familia.







Mas os passeios com a Mãe eram fantásticos...





Era quando conseguíamos de facto,
estarmos apenas uma com a outra.

Sem o stress do trabalho, dos turnos na fabrica
Do stress das manhas em que ainda a dormir, saía de madrugada
ao teu colo para a casa da tia, para poderes ir trabalhar...
Antes da buzina da C.U.F tocar...
Num tempo não muito facil...




Mas na casa da tia (e madrinha), afinal ate era giro...
explorar o mundo pela janela até é interessante e instrutivo



Depois, ao fim de 3 anos as coisas mudam, não havendo telemoveis, recorria-se à rede fixa.
Nestes tempos, não havia ainda a geração sms...




Hoje... depois de tantos anos vividos...
projectos,
 sonhos,
aspirações,
 venturas e desventuras...
os filhos...
cresceram...

as esperanças de um dia melhor,
 diferente; desvanecem-se.

Já não ha projectos...
 nem a longo,
medio...
ou curto prazo...

Os dias passam rotineiros
iguais a sim mesmo, em tudo!

As saudades dos que ja partiram,
 às vezes sao maiores que Eu...

No entanto, sei que estão comigo...
 Estarão sempre...

porque os amei...
Porque ainda amo...

Deposito toda a minha fe,
e esperança na brisa que corre,
no sol, que envergonhado... se esconde.
Nas chuvas que afoitam as ruas vazias de vida
No luar...
 impassivel do momento...

E a solidão cresce...

Amanha... se Deus quiser... será outro dia...

Amanha... se Deus quiser...

 Nascerá mais um Novo Dia...



Parabens por 43 Anos de "Sobrevivencia"!


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lenda de S. Martinho





Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo,
quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada.


S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e,
em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.

E, apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente,
 preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade.

Mas, subitamente, a tempestade desfez-se,
 o céu ficou límpido e um Sol de Estio inundou a terra de luz e calor.

Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo,
 todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum Sol quente e miraculoso.