segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008

És tudo o que possuo, mesmo sem te ter..
és o nectar da vida...
és a seiva que me percorre..
...que me enlouquece as noites e devora as madrugadas..
Amo o teu olhar, onde mergulho livre
onde sinto, vejo e tacteio o que de mais belo pode haver..
tu habitas em mim..
falo-te em silêncios demorados,
sinto a ausência do teu corpo, do teu calor
mas recordo sempre a ultima vez..
Faço amor contigo, de muitas maneiras.. suavemente, docemente
ate ao adormecer das estrelas...
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Espera

À espera... à espera de quê?... De tudo, e de nada...julgo...
Na vida.. tudo é uma espera...
à espera de um amanhecer mais radioso...
à espera de um entardecer intimo e conivente...
à espera de um beijo sempre sedento... de outro...
à espera do que mais desejamos...
... e do que já não nos é permitido possuír...
domingo, 30 de novembro de 2008
Procuras meu reflexo na água
Então percebes...
Hoje sou noite, sou as estrelas,
Hoje sou lua.
Desnuda em força
Sou pura essência.
Eu sou Mulher.
Tornei-me noite,
tornei-me estrela,
Tornei-me lua.
Sou os teus sonhos,
Teus devaneios.
Tua saudade,
Sou a lembrança, sempre presente,
Em cada gesto, em cada cheiro, cada lugar.
O meu canto, o meu chamado tu ouvirás.
Mas sou quimera...
Meu canto, o das sereias...
Tua busca será eterna,
Mas nunca me alcançarás...
sei de cor
sei de cor cada lugar teu
atado a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num dsfgds gsó
Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas
Das montanhas dos instantes
Basta-me um pequeno gesto,
Feito de longe e de leve, para que venhas comigo
E eu para sempre te leve...
mas esse eu não farei.
Uma palavra caída
Das montanhas dos instantes
Desmancha todos os mares
E une as terras mais distantes...
palavra que não direi.
Para que tu adivinhes,
Entre os ventos taciturnos,
Apago os meus pensamentos,
Ponho vestidos nocturnos,
... que amargamente inventei.
E, enquanto me descobres,
Os mundos vão navegando
Nos ares certos do tempo
Até não se sabe quando...
... e um dia me acabarei.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Á tua espera...
segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tornaste-te, inantingível!
Ergueste à tua volta, uma muralha, que apenas a alguns é dado o direito de transpôr...
tranformaste as lagrimas em duras pistas de gelo
as tuas palavras, outrora meigas e plenas de ternura; agora são duras e secas sem significados, nem significações...
A tua boca, quente, que aquecia a minha e me escaldava o corpo e as minhas noites; fechou-se... para mim
O teu corpo deixou de me procurar
o teu aroma, não se confunde já com o meu
distante de ti,
longe do teu corpo
a milhas de distância dos teus beijos
morro lentamente na sombra dos séculos que vivi...
a amar-te... assim sem mais!
Pandora
Junho 2008
A tua ausência
Sabes…Como me dói a tua ausência?
Queria dizer-te tantas palavras que me vêm ate aos lábios…
Mas a dor é maior… e não me deixa falar…
Sei agora, que já te perdi…
Perdi a ultima esperança de um dia te poder voltar a ter,
Agora dói o saber que é mesmo uma verdade,
Que te deixei de ter,
Que nunca mais te voltarei a ter…
Dói-me tudo… de mim, em ti…, de ti… em mim…
Arrancaram – me uma parte de mim…
Tu eras uma parte de mim.
Tu eras essa parte, e fazes-me falta!
Sinto a imensidão do mundo à minha volta… e sinto o quanto sou pequena
No meio de tudo isto… faltas-me tu!
Deixaste-me o cheiro do teu rosto, uma vez mais…
O sabor dos teus beijos… quentes, meigos e famintos… de nós!
e… o encanto de poder adormecer embalada pelo calor do teu peito,
pelo teu cheiro,
pelo teu abraço forte,
por ti!
A dor é grande, meu amor
E deixa uma angústia crucificante
Não sei já de mim, sem ti
Não sei já de nós
Quero amar-te e não te tenho
… e tenho uma sede infinita de ti…
De nós…
E não consigo evitar,
… mas eu amo-te!
Pandora
Junho 2008
Queria dizer-te tantas palavras que me vêm ate aos lábios…
Mas a dor é maior… e não me deixa falar…
Sei agora, que já te perdi…
Perdi a ultima esperança de um dia te poder voltar a ter,
Agora dói o saber que é mesmo uma verdade,
Que te deixei de ter,
Que nunca mais te voltarei a ter…
Dói-me tudo… de mim, em ti…, de ti… em mim…
Arrancaram – me uma parte de mim…
Tu eras uma parte de mim.
Tu eras essa parte, e fazes-me falta!
Sinto a imensidão do mundo à minha volta… e sinto o quanto sou pequena
No meio de tudo isto… faltas-me tu!
Deixaste-me o cheiro do teu rosto, uma vez mais…
O sabor dos teus beijos… quentes, meigos e famintos… de nós!
e… o encanto de poder adormecer embalada pelo calor do teu peito,
pelo teu cheiro,
pelo teu abraço forte,
por ti!
A dor é grande, meu amor
E deixa uma angústia crucificante
Não sei já de mim, sem ti
Não sei já de nós
Quero amar-te e não te tenho
… e tenho uma sede infinita de ti…
De nós…
E não consigo evitar,
… mas eu amo-te!
Pandora
Junho 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
As palavras que nunca te direi...
Somos parte da história, parte do conto..
ás vezes bonito, outras de mágoa e solidão...
talves uma outra forma de existires em mim...
Cruzaste o meu caminho.. deixei-te entrar primeiro de mansinho...´
depois... com ansiedade e desejo...
Tu mostraste-me o outro lado da lua,
mostraste-me como é bom conhecer as marés,
como é facil amar o alvorecer,
como abraçar as noites,
como beijar os dias...
Mas
Tu desististe...
deixaste-me ír...
Não chamaste,
Não disseste,
Bastava um som,
uma pequena palavra...
Porque me deixaste no silêncio??
Somos parte de uma história, da nossa história... a que escrevemos
deitados na areia da praia...
a que vivemos dentro do olhar um do outro...
Tens razão... é uma delicia percorrer os campos de trigo...
Acho que te guardarei para sempre em mim...
Pode ate ter sido por mero acaso; que cruzaste a minha vida
mas, não foi por acaso que te deixei entrar nela e lá permanecer...
tu habitas em mim...
de todas as formas possiveis...
é uma forma de arte que construí com todas as palavras que não voltarei a dizer
tu sabes...
tu sabes de todas as madrugadas,
de todos os dias,
de todas as noites,
tu sabes de mim...
mas eu não sei de ti...
tu habitas em mim, sim...mas tu,
não me deixas habitar em ti...
viajo no teu corpo,
no teu olhar,
no teu calor e devoro o teu cheiro como o oxigénio da vida, da minha vida...
Pergunto por ti em todos os portos de abrigo...
mas tu ja não estas, passaste... ja foste...
e a ansia de te encontar,
de te ver,
de te sentir,
tolda-me o pensamento,
turva-me o raciocinio,
e faz-me desejar ainda mais...
TU SABES...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Um dia...

Um dia vais procurar no infinito e verás apenas uma estrela dizendo que fui embora.
Pedir-lhe-ás que te mostre o caminho, mas será inútil, pois apagarei as minhas pegadas com a minha dor,
mas não quero esquecer... para que me lembre que esse amor terá que morrer no passado.
Um dia a saudade ferirá o teu peito, não que ainda tenha sido importante para ti, mas porque fui inútil na tua vida.
E quando precisares de alguém nos momentos decisivos da tua vida, encontrarás apenas o vazio.
Certamente lembrar-te-ás de mim, e dos teus olhos,
caírão lágrimas de sangue.
Um dia buscarás a minha poesia no pôr-do-sol e no despertar da lua, mas encontrarás apenas o silêncio e perguntarás: onde estás?
E respostas não terás, porque até mesmo a natureza se negará a dizer.
Um dia quando os teus sonhos forem derrubados pela incompreensão, sentirás no peito a flecha do arrependimento por não teres amado quem muito te amou.
A verdade é que um dia sentirás a minha falta, mas será inútil chorar, pois as tuas lágrimas não me trarão de volta, porém, farei delas um rio e navegarei para longe do porto onde estiveres.
Deixarei apenas a saudade para que ela te acompanhe onde andares. E ela te mostrará o quanto minha presença te faz falta.






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